Qual é ou poderá ser a contribuição da religião – em particular a cristã – para a coisa pública? De acordo com algumas perspectivas político-ideológicas, essa possível contribuição será dispensável porque desnecessária, uma vez que a vivência religiosa é remetida automaticamente para a esfera privada ou para o interior dos templos, não encontrando qualquer espaço de expressão e afirmação na vida comunitária. Porém, alguns autores defendem que a liberdade de expressão está ligada à liberdade religiosa. Mas as comunidades locais de fé podem ser particularmente relevantes em vertentes como: ética de vida, socialização, integração e coesão social, desde que levem à prática uma correcta interpretação do conceito de “reino de Deus”.
A saúde pode ser definida como um estado ou processo no qual o indivíduo se encontra em perfeito equilíbrio orgânico. Diversos são os fatores que podem contribuir para que o organismo promova tais desequilíbrios e contribua para o aparecimento de inúmeras patologias. A doença renal crônica também conhecida como DRC é considera como a perda irreversível da função e atividade renal ou seja filtração dos rins. Este comprometimento faz com que todo o sistema do equilíbrio metabólico e hidrolítico do indivíduo seja comprometido. Ao ser diagnosticado com doença renal muitos dos pacientes entram num quadro de medo e ansiedade mediante as possibilidades de submeterem á procedimentos de hemodiálise, diálise ou transplante renal comprometendo e limitando ainda mais as suas funcionalidades. Neste contexto pacientes com doenças crônicas buscam na fé, na espiritualidade um apoio como estratégia de amenizar, compreender e lidar de forma esperançosa com sua doença.
Este artigo pretende apresentar rivalidades e conflitos sociais como justificação para o recurso à denúncia inquisitorial. Pretende demonstrar-se o papel da delação não só como ferramenta do Tribunal do Santo Ofício para o controlo e disciplinamento social mas também para as populações nas suas vivências diárias.
Em meio a um cenário histórico-cultural de marcante relevância emoldurado por transformações sócio-políticas e ideológicas profundas, a sociedade contemporânea vive uma era de incertezas, medo e desesperança, que a induz criar e apegar-se a todo tipo de ilusões, crenças e utopias - anjos, deuses, heróis, oráculos, demiurgos, extraterrestres e hierofanias - como instrumentos de fortificação contra a áspera realidade do cotidiano. A busca de identidade, a não admissão de sua fraqueza interior e fragilidade exterior, o temor da morte e da solidão cósmica, a busca pela completude e a impossibilidade de ser um animal transcendente o levam à angústia existencial. Este artigo traz uma análise condensada de uma destas “muletas metafísicas” ao desconstruir o “mito moderno” através da hermenêutica e da da transdisciplinaridade, e a reinterpretar seus símbolos, linguagens, signos e representações.
Como objetivo central, apresentar-se-á o sincretismo judaico-cristão e greco-romano por meio da arte barroca representada no Bom Jesus do Sacro-Monte bracarense, localizado no município de Braga, ao norte de Portugal. Esse espaço de devoção se inicia no século XIV, e passou ao controle da Igreja e do Estado lusitano no período de d. João V (1707- 1750). O método utilizado buscou abordar as substituições das inscrições que ligavam as imagens de Salomão, Davi, Isaías, Isaac, entre outros símbolos judaicos, assim como os símbolos greco-romanos, por inscrições que passaram a relacionar essas imagens ao calvário e martírio de Cristo. A análise teórica compreendeu esse sincretismo religioso na longa duração do tempo histórico, e na dialética desse típico Calvário de substituição barroco na via-crucis do Sacro-Monte.