Este ensaio equaciona a relação entre a declaração, a ritualidade e canonização dos textos sagrados. Damos especial destaque à natureza da língua e da escrita na criação de formas de ligação, quer dos indivíduos, quer dos colectivos à própria noção de sacralidade através do rito e de natureza atribuída ao próprio texto e à língua. Seguindo, especialmente, Ricour, trabalhamos a ideia de língua no rito e nos textos sagrados, tentando perceber como se forma a sacralidade de que, no limite, o próprio crente participa, na medida em que declara e faz parte do rito.
O presente artigo objetiva apresentar três situações entrelaçadas na formação da realidade econômica, política e religiosa do Ceará: catolicismo, realidade cearense e o episcopado do período. Marcada em sua contextura histórica pelo ultramontanismo, a arquidiocese de Fortaleza é herdeira do bispado do Ceará, fundado no período imperial, portanto, dentro do regime de padroado. Também é fortemente marcada por aspectos geográficos, como o fenômeno da seca. A seca não é um fenômeno simplesmente climático, mas também cultural, político e social, sendo, por vezes, incapaz de ser dissociado do éthos do cearense. Para compreender o processo histórico de desenvolvimento desta arquidiocese, faz-se necessário também apresentar os bispos que estiveram à frente da mesma, até o período do episcopado de Dom José de Medeiros de Delgado.
O trabalho que seguidamente se desenvolve assume-se como uma leitura (inferencial e disputável) da ocupação do estuário do Tejo. A proposta que apresento pretende abalizar: a) o contributo que emprestaram algumas das línguas semitas ocidentais mais antigas (fenício, púnico, hebraico e siríaco) aos étimos regionais; b) a influência do orientalismo sidérico na alteração dos quadros mental, cultural e religioso dos sítios de habitat. De modo a construir um modelo interpretativo verosímil, argumentado e coerente (apesar de conscientemente controverso), servir-me-ei dos diversos contributos que, há mais de um século, os diferentes cientistas sociais têm dado à bibliografia local. Também lançarei mão dos mais recentes progressos feitos nos campos da arqueologia sidérica e da filologia oriental.
Qual é ou poderá ser a contribuição da religião – em particular a cristã – para a coisa pública? De acordo com algumas perspectivas político-ideológicas, essa possível contribuição será dispensável porque desnecessária, uma vez que a vivência religiosa é remetida automaticamente para a esfera privada ou para o interior dos templos, não encontrando qualquer espaço de expressão e afirmação na vida comunitária. Porém, alguns autores defendem que a liberdade de expressão está ligada à liberdade religiosa. Mas as comunidades locais de fé podem ser particularmente relevantes em vertentes como: ética de vida, socialização, integração e coesão social, desde que levem à prática uma correcta interpretação do conceito de “reino de Deus”.
A saúde pode ser definida como um estado ou processo no qual o indivíduo se encontra em perfeito equilíbrio orgânico. Diversos são os fatores que podem contribuir para que o organismo promova tais desequilíbrios e contribua para o aparecimento de inúmeras patologias. A doença renal crônica também conhecida como DRC é considera como a perda irreversível da função e atividade renal ou seja filtração dos rins. Este comprometimento faz com que todo o sistema do equilíbrio metabólico e hidrolítico do indivíduo seja comprometido. Ao ser diagnosticado com doença renal muitos dos pacientes entram num quadro de medo e ansiedade mediante as possibilidades de submeterem á procedimentos de hemodiálise, diálise ou transplante renal comprometendo e limitando ainda mais as suas funcionalidades. Neste contexto pacientes com doenças crônicas buscam na fé, na espiritualidade um apoio como estratégia de amenizar, compreender e lidar de forma esperançosa com sua doença.